Linha do Tempo



"A janela está aberta; a chuva está molhando o sofá. Ela está sentada na mesa; as recentes marcas do café ainda secam na mesa de centro. As lágrimas que antes caíam, agora estão escondidas por um grande sorriso em seu perfeito rosto. Ele acabara de sair de lá: as rosas estavam num vaso, e ela fitava aquele monólogo deixado por ele, lido inúmeras vezes. 
Seus últimos dias haviam sido uma mistura confusa de medo, indecisão, insegurança, insonia e um pouco de ilusão causada por bebidas alcoólicas. A amargura também estava presente, desde seus atos e pensamentos, até o café sem um grão de açúcar sequer. 
Apenas algumas horas atrás, ela olhava a chuva, seus olhos choviam junto: choviam tristeza. Quando alguém bateu na porta, juntamente com a voz dele, ela limpou as lágrimas o melhor que pode e correu de encontro a ele. Ela não se enganara: ele estava lá, parado com um lindo sorriso, um ramalhete de flores e um papel. 
Ele lhe entregou as flores enquanto lia para ela o pequeno monólogo. Ela sorria a cada palavra que ele dizia, todas as más lembranças ficando no passado, um passado que com certeza ela faria questão de trancar no fundo de sua alma, para jamais ter que lembrar novamente que ele a havia deixado."
- Natalia Marcarini Simionato

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